Sábado a noite, em casa…
marisa canta que não é facil e logo concordo, não é mesmo.
talvez seja o tempo frio, quem sabe o medo de ir e não encontrar qdo voltar
estou certa, amo demais e faz falta, faz sim
toda vez que tenho que ve-la la, no 3 ou 6 andar, na salinha da emergencia
na cama com aquele rostinho de estou aqui novamente..
ai penso no egoismo de quere-la a todo custo comigo, conosco
a verdade é que o egoismo se mistura com o medo, com o querer bem e nao da
nao da pra querer q ela va, quero ela bem
quero ela em casa curtindo um som e dando bronca
quero ela organizando a proxima viagem ou brigando comigo pq comprei aquele vestido roxo que nunca vou usar
e ela esta certa, ela sempre esta, sempre esteve
esteve ali desde o 1 momento, desde a epoca que dividiamos o mesmo espaço
desde a 1 festinha com direito a bexiga e bolo da monica
durante o colegio, corrigindo a lição, fazendo macarrao, levando no portao
curtindo cada momento junto, cada lagrima , cada sorriso
cada medo, novidade, curando a ansiedade, ouvindo a respiração…
ela estava ao lado, junto em todos os momentos, nas noites de desenho
de prancheta em domingo a noite, de acordar antes das 6 pra levar pro liceu
de mackenzie, se formou arquiteta comigo, aprendeu junto, vibrou junto,
fez trabalho, discutiu, sempre ensinou…
cativa e cativou cada um que passa por ela
da exemplo ao afirmar que no final, ahhh no final tudo da certo…
e a gente ta torcendo!
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Sexta-feira, Maio 14, 2004
…Eu temo um dia não precisar mais da sua voz ao telefone para dizer apenas olá, ou não buscar por um simples sorriso ou um abraço apertado…
Espero jamais perder esse brilho no olhar, não deixar de me alegrar com os amigos e nem de dar pulos de felicidade cada vez que ganho um chocolatinho no final de tarde…
Temo mais que tudo, em me transformar nessa pessoa, dura,gelada e sem sentimentos, pela qual estremesso cada vez que vc me diz isso…
Quinta-feira, Maio 19, 2005
Madrugada…
…e no breu iluminado pela lua viajava na janela a observar alguns dos pontos perdidos que se mostravam no escuro.. la, longe ou perto, tb de certo, pessoas não durmiam por um ou outro motivo… ela no quarto vazio repensava cada um do seus passos antes dele ir embora… o casaco esquecido em um canto mostrava que tudo havia acontecido, não fora um sonho… e a insonia lhe perguntava o que ela faria dali por diante… o som alto qse acordava os vizinhos mas nao despertava sua alma, que em transe somente olhava a fotografia do casal apaixonado sobre a comoda, meio velha, meio amarelada, mostrando as marcas do tempo… os anos não pareciam ter passado, e ontem qdo ele se dizia disposto a leva-la p/ junto dele ela acreditou.. largou familia, amigos e tudo mais p/ viver o conto de fadas ali, naquele quartinho no centro, longe de casa, da escola, do bairro… somente vivendo de amor…uma semana, um mes e 10 anos passaram sem ela saber se vivia ou existia.. trancada senão no quarto em seus medos, ela nao aprendeu a viver sem ele.. e agora, que tudo se ia, que a luz se acendia, quem lhe faria o café da manhã?
Eu sempre quis demais do mundo, sempre sonhei alto, sempre quis momentos maravilhosos, desses de cinema sabe, nunca aceitei essa monotonia tão constante… sempre quis muito, quis o diferente, o inesperado, mesmo tendo medo do incerto e do duvidoso…
E no final os melhor da vida esta nos momentos mais bizarros e simples, desde que com sentimento.
Eu sempre quis correr o mundo, conhecer novos lugares, novas pessoas, novas culturas, me pego pensando hoje que no final quero o mesmo que todo mundo, quero uma casa com jardim, uma rede e um bom livro, quero encontros todo domingo em volta da enorme mesa e toda a família reunida, quero aniversários com bexigas coloridas, presença de pessoas especiais e tardes p/ ficar olhando fotografias e lembrando do quanto a vida era boa, do quanto a vida é boa em cada fase sua… e a gente sempre percebe isso depois….
Eu só quero isso, absorver essa vida corrida que passa, nos escapa aos dedos, mesmo que no fundo a gente só queira ser FELIZ…
Um apanhado dos útimos anos… e vi que parei, nenhum relato em 2007, pelo menos nenhum relato publicado…Maio nunca foi um mes facil pra mim, não que eu saiba explicar o porque do turbilhão de pensamentos e mudanças que costumam me acontecer nessa época… Deve ser a busca pela eterna poesia, deve ser a busca pela felicidade… inconstante, medrosa ainda e precisando acreditar que tudo muda, ainda bem!
To voltando…
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Sempre igual, sempre diferente…
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